Euax Gestão de Projetos // A Euax é uma empresa dedicada a projetos. Nossa missão é prover melhores resultados na gestão de projetos de nossos clientes e parceiros, através de soluções personalizadas, aplicando as melhores práticas mundiais. Missão que exige capacitação permanente, obsessão pelo detalhe, disciplina, método, experiência.
Acesse o nosso site: http://www.euax.com.br/
Um dos benefícios mais importantes de qualquer iniciativa de gerenciamento de requisitos dentro de uma metodologia para gestão de projetos está no gerenciamento e controle de mudanças no escopo destes projetos. Com mecanismos eficazes para elicitar, documentar e controlar nossos requisitos, conseguimos garantir que temos um retrato adequado do escopo do nosso projeto no seu início e que conseguiremos acompanhar a evolução desse escopo de forma adequada. Uma das ferramentas de que dispomos para nos auxiliar nesse acompanhamento é a matriz de rastreabilidade.
Antes de tratarmos da matriz de rastreabilidade propriamente dita, precisamos definir claramente o que entendemos por “rastreablidade”. Segundo o dicionário, a palavra rastrear significa “seguir o rastro ou pegada de”. Aplicada ao gerenciamento de requisitos, significa registrar e manter o relacionamento entre os objetos que estamos gerenciando. Podemos manter a rastreabilidade entre requisitos e objetivos de negócio, por exemplo, para procurar saber especificamente qual objetivo de negócio cada requisito contribui para atender. O BABOK v2 (Business Analysis Body of Knowledge) recomenda o gerenciamento da rastreabilidade dos requisitos como uma das tarefas da área de conhecimento “Gerenciamento e Comunicação dos Requisitos”. O seu objetivo, ainda segundo o BABOK, é “criar e manter relacionamentos entre objetivos de negócios, requisitos, outros entregáveis da equipe, e componentes da solução para apoiar a análise de negócios e outras atividades”.
A matriz de rastreabilidade surge então como uma ferramenta para facilitar a visualização dos relacionamento entre requisitos e outros artefatos ou objetos. É possível gerar matrizes de vários tipos. Pressman sugere algumas no seu “Software Engineering” (ele usa o nome tabela e não matriz, mas o resultado é o mesmo):
Matriz de rastreabilidade entre funcionalidades
Mostra o relacionamento entre partes do sistema visíveis aos clientes/usuários.
Matriz de rastreabilidade de fontes
Permite identificar a fonte, isto é, a origem de cada requisito.
Matriz de rastreabilidade de dependências
Essa é a forma mais comum da matriz, e identifica os relacionamentos entre os requisitos. Por ser a mais comum, quando dizemos apenas “matriz de rastreabilidade” geralmente estamos nos referindo à matriz de rastreabilidade de dependências.
Matriz de rastreabilidade de subsistemas
Relaciona os requisitos pelos subsistemas a que estão relacionados.
Matriz de rastreabilidade de interfaces
Identifica como os requisitos se relacionam com as interfaces internas e externas do sistema.
Qualquer que seja o tipo de matriz, ela sempre segue o mesmo modelo. Basicamente, coloca-se os objetos sendo rastreados nos eixos de uma tabela e marca-se os pontos de intersecção. No caso mais comum, da matriz de rastreabilidade entre requisitos ou de dependências, repete-se os requisitos nos eixos horizontal e vertical.
É possível manter a matriz de rastreabilidade manualmente em uma planilha, mas é fácil perceber como isso rapidamente se torna inviável para sistemas um pouco mais complexos. Nesses casos, muitas ferramentas de software para gerenciamento de requisitos montam as matrizes automaticamente e as mantém atualizadas conforme atualizamos o banco de requisitos.
Imagine agora que na metade do desenvolvimento do seu projeto você recebe uma solicitação de mudança que envolve alterar um determinado requisito. Sem uma matriz de rastreabilidade, você pode não perceber todo o impacto dessa mudança no seu sistema e acabar tomando decisões equivocadas por não poder realizar uma análise de impacto completa e confiável. Com a matriz, facilmente conseguimos identificar quantos e quais requisitos são afetados por qualquer alteração no sistema, e assim tornamos nossa avaliação de impacto muito mais eficaz.
Para quem quer se preparar para obter a certificação Agile do PMI aqui vão algumas dicas sobre o que pode cair na prova.
O PMI não tem um BOOK Agile, mas uma base do conteúdo da prova com alguma descrição dos assuntos abordados está publicado no PMI-ACP Examination Content Outline (http://www.pmi.org/en/Certification/~/media/Files/PDF/Agile/PMI_Agile_Certification_Content_Outline.ashx)
Minha percepção é que a certificação PMI-ACP está bastante focada em projetos de Software, ou seja, não vai agregar muito para profissionais de outras áreas.
Abaixo alguns pontos mais relevantes que devem ser tratados com bastante atenção pelos candidatos e alguns links que podem servir de apoio para estudo:
• Princípios gerais de Gestão de Projetos
Sim, a certificação PMI-ACP vai muito além do Scrum.
Alguns conceitos gerais de gestão de projetos que são cobertos superficialmente pelas metodologias ágeis podem ser abordadas como, por exemplo, a gestão de riscos, a fase de iniciação de um projeto, escopo, cronograma, custos, valor agregado, enfim, um estudo de boas práticas de gestão de projetos vai ajudar bastante.
• Manifesto Ágil
Entenda muito bem o Manifetos Ágil. Não é decoreba, mas sim o que significa cada um dos princípios descritos.
http://agilemanifesto.org/iso/ptbr/
• Scrum
Entenda muito bem a estrutura:
• Os papéis de Scrum Master, Product Owner e Team.
• As cerimônias de Sprint Plannig, Sprint Review e Sprint Retrospective.
• Os artefatos de Product Backlog, Sprint Backlog e Burn Charts.
• eXtreme Programming
Assunto bastante abordado também, merecendo especial atenção de estudo.
Entenda os valores, princípios e práticas XP.
• Outros frameworks ágeis
É importante ainda estudar frameworks como:
• Crystal Clear
• Adaptive Software Development
• Feature Driven Development
• Dynamic System Development Method
• Estimativas Ágeis
Saiba em detalhes como funciona o Planning Poker e outras técnicas de estimativa por referência.
http://blog.euax.com.br/estimativa-utilizando-planning-poker
Também é importante entender conceitos como Velocidade do Time e Story Points.
• Técnicas de Comunicação
Esta é a base para redução da documentação de um projeto, então merece especial atenção para entender o que são:
• Radiadores de informação (Kanban, por exemplo)
• Sala de guerra ou espaço do time
• Comunicação osmótica
• Reuniões diárias
• Técnicas de Qualidade
Também é uma boa fonte de informação, sendo necessário entender conceitos como:
• TDD
• Definition of Done
• Continuous Integration
• Refactoring
• Lean
Também é bom estar preparado para responder questões sobre conceitos relacionados a Lean como:
• Eliminar Desperdícios
• Incluir a Qualidade no Processo
• Criar Conhecimento
• Adiar Decisões e Comprometimentos
• Entregar o quanto antes
• Respeitar as Pessoas e delegar poder a equipe
• Otimizar o Todo
É um conjunto bastante amplo de conhecimento e vale a pena estuda-los, não só por causa da prova, mas também por que eles agregam muito a vida de um GP.
Esteja preparado pois a prova não é nenhum absurdo de complicada, mas não imagine que apenas o conhecimento profundo do Scrum vai garantir a sua aprovação.
Bom estudo e boa prova.
Leitura complementar:PMI-ACP Certification Content Outline: (http://www.pmi.org/en/Certification/~/media/Files/PDF/Agile/PMI_Agile_Certification_Content_Outline.ashx)
PMI-ACP reference list: (http://www.pmi.org/en/Certification/~/media/Files/PDF/Agile/PMI000-GainInsightsAIGLE418.ashx)
Depois de algum tempo na expectativa sobre o resultado da minha certificação PMI-ACP, finalmente recebi o resultado: aprovado.
Gostaria então de compartilhar algumas dicas e informações que podem ajudar quem estiver interessado em buscar este selo.
Em primeiro lugar, o que é o PMI-ACP?
Esse assunto já foi abordado aqui em nosso blog no posts “PMI lança Certificação de Gestão de Projetos Ágil - será que pega?” e “Nova Certificação Ágil do PMI - O que deve cair no Exame?”, mas resumindo, PMI-ACP ou PMI Agile Certified Practitioner é o programa de certificação ágil do PMI, que busca demonstrar que não é contra a aplicação de métodos ágeis, mas que essa abordagem pode e deve ser utilizada em projetos passíveis das práticas ágeis.
Vamos à experiência que lembra bem o processo de certificação PMP.
Os passos para se certificar são:
1. Elegibilidade
O candidato deve submeter um conjunto de informações que comprovam que ele atende aos pré-requisitos para ser um PMI-ACP. São eles:
· Escolaridade: ensino médio ou superior.
· Experiência geral em gestão de projetos: pelo menos 2.000 horas trabalhando em times de projetos nos últimos 5 anos, sendo que os certificados PMP ou PgMP são automaticamente aprovados neste critério.
· Experiência em projetos ágeis: pelo menos 1.500 horas trabalhando com projetos utilizando metodologias ágeis nos últimos 2 anos.
· Capacitação: pelo menos 21 horas de treinamento em métodos ágeis.
Estas informações são preenchidas pelo candidato em formulários no próprio site do PMI.
2. Pagamento
Taxa | Filiados | Não Filiados |
Prova em computador (*) | $ 435 | $ 495 |
Repetição da prova (para não aprovados) | $ 335 | $ 395 |
Renovação a cada 3 anos | $ 90 | $ 130 |
(*) Existe a opção de realizar a prova em papel para regiões muito distantes de centros de certificação ou para grupos que se organizem para isto. Para maiores informações e preços, consulte o site do PMI.
Minha sugestão é que o candidato primeiro faça a afiliação (129 dólares), pois com isto ele passa a ter acesso a um volume muito grande de informações que são disponibilizadas apenas para associados ao PMI.
3. Auditoria
Um percentual das candidaturas para a certificação passa por um processo de auditoria.
Caso isso aconteça você terá que cumprir algumas exigências do PMI para comprovar as informações submetidas no primeiro passo.
Se não passar por auditoria ou se suas informações forem aprovadas, você poderá realizar a prova.
4. Agendamento
Você terá 1 ano após ser considerado elegível para realizar a prova de certificação.
O site do PMI direciona você para a Prometric e por consequência aos centros habilitados para aplicar a prova baseada em computador.
5. Prova
A prova é composta por 120 questões de múltipla escolha, sendo 100 questões que pontuam e 20 que não pontuam.
Essas 20 que não pontuam servem para o PMI realizar testes em novas questões e aprimorar seu banco de perguntas.
O candidato tem 3 horas para realizar a prova e esse tempo é mais que suficiente. Dá para fazer com calma e no final ainda é possível voltar e revisar perguntas que geraram dúvidas.
Quando eu fiz a minha prova, as questões estavam disponíveis somente em inglês, então é bom estar habituado com os termos técnicos neste idioma.
6. Renovação
A certificação tem validade de 3 anos e pode ser renovada comprovando que o profissional continua se aprimorando com relação aos assuntos da certificação.
De forma simplificada, esse processo é chamado de CCR ou Continuing Certification Requirements, onde o profissional submete PDUs ou Professional Development Units ao PMI. Os PDUs que são as atividades realizadas que dão pontos para o profissional continuar com a certificação. Um curso, por exemplo, atribui um número X de PDUs ao profissional e quando ele atingir os 30 necessários e pagar as taxas apresentadas acima, poderá renovar a certificação por mais um ciclo de 3 anos.
Espero ter ajudado e logo publicarei mais um post sobre o conteúdo a ser estudado.
Referências e leituras complementares:
PMI-ACP Examp Prep (http://www.pmi.org/Certification/New-PMI-Agile-Certification/PMI-ACP-Exam-Prep.aspx)
PMI-ACP Handbook (http://www.pmi.org/Certification/New-PMI-Agile-Certification/~/media/PDF/Certifications/PMI-ACP_Handbook.ashx)
PMI-ACP reference list (http://www.pmi.org/en/Certification/~/media/Files/PDF/Agile/PMI000-GainInsightsAIGLE418.ashx)
Continuando a série de artigos sobre técnicas de criativdade em grupo citadas pelo guia PMBOK 4a Edição (item 5.2.1.4), hoje vamos discutir os mapas mentais. Mapas mentais são diagramas usados para representar idéias, palavras ou tarefas. Podem ser usados para organizar a classificar grandes quantidades de informação em torno de um tópico específico.
Um mapa mental é criado a partir de um tópico central. Esse tópico deve ser escrito no centro do diagrama. A partir desse tópico central, vamos derivando tópicos, conceitos ou idéias relacionadas e escrevendo-as em torno da idéia central, e ligados a ela através de um traço. Assim, começamos a criar uma estrutura em árvore que mostra os conceitos sugeridos mas também o relacionamento entre eles.
O psicólogo britânico Tony Buzan é o auto-proclamado criador do mapa mental moderno, embora técnicas semelhantes para organizar o conhecimento existam desde o século III. O mapa mental é um “parente” próximo do mapa conceitual, embora o primeiro seja muitas vezes considerado mais simples por utilizar sempre uma estrutura de árvore a partir de um nó central enquanto que o mapa conceitual não possui nenhuma estrutura ou organização definida.
Esse tipo de diagrama é preconizado como uma ótima forma para se tomar notas. Seu formato ajuda a facilmente distinguir entre palavras e idéias de forma visual. Tony Buzan afirma que o mapa mental auxilia na compreensão do tópico sendo analisado pois estimula o uso equilibrado dos hemisférios do cérebro na sua elaboração, melhorando a compreensão e retenção da informação do mapa. Essa idéia, porém, não é amplamente aceita na comunidade científica.
Mapas mentais são também uma excelente forma de organizar o resultado de uma sessão de brainstorming. A capacidade que esse diagrama possui de inter-relacionar conceitos e idéias faz com que possamos visualizar muito mais facilmente as estruturas existentes dentro das inúmeras idéias que surgem em uma sessão de brainstorming. Existem ferramentas de software para mind-mapping que possuem modos de “brainstorming”, facilitando ainda mais a geração desses diagramas.
Na prática, existem algumas dicas a se seguir na elaboração dos mapas mentais, segundo o próprio Tony Buzan:
Além dessas dicas práticas, existem inúmeros aplicativos que nos ajudam a desenhar mapas mentais. Talvez o mais popular seja o Freemind, aplicativo que pode ser baixado gratuitamente por ser software livre. No âmbito dos produtos comerciais, bons exempos incluem o Mind Manager (líder do setor) e o Concept Draw Mind Map. Ferrmentas de diagramação como o Visio também são perfeitamente capazes de gerar mapas mentais. Para os usuários de Mac, o OmniGraffle permite criar mapas mentais belíssimos e funcionais. Atualmente acompanhamos o surgimento de várias ferramentas web para a criação de mapas mentais. Podemos citar como exemplos o Mindmeister, o Bubbl.us e o Comapping.
Continuando a nossa série de artigos sobre as ferramentas para criatividade em grupo sugeridas pelo Guia PMBOK (veja o nosso post sobre brainstorming), falaremos hoje sobre o diagrama de afinidade.
O diagrama de afinidade é, de certa forma, uma extensão ou sequencia do resultado final de uma sessão de brainstorming. Também conhecido como método Kawakita Jiro ou método KJ, em homenagem ao seu criador, o método surgiu na década de 60 para permitir que as várias idéias oriundas de uma sessão de brainstorming possam ser classificadas e organizadas para revisão e análise.
O princípio básico então do diagrama de afinidade consiste em coletar todas as idéias anotadas em uma sessão de brainstorming e agrupá-las em categorias ou grupos. Assim, conseguimos de imediato perceber os relacionamentos existentes entre as várias idéias, detectar inconsistências entre idéias contraditórias, e enxergar prioridades ou direcionamentos nas idéias coletadas que não são visíveis quando as idéias são tomadas no seu total, sem nenhuma organização.
A maneira mais tradicional de se agrupar as idéias é, primeiramente, anotar as idéias usando post-its. Assim fica mais fácil colar os papéis em diferentes posições na segunda etapa. Depois, pode-se ou escrever os agrupamentos em um quadro e colar os post-its no próprio quadro, ou então usar post-its de cores diferentes para idetificar as categorias ou agrupamentos.
Caso você tenha usado no seu brainstorming uma ferramenta computacional, existem aplicativos que permitem que você agrupe os itens facilmente. Veja abaixo um exemplo criado no OmniGraffle, um aplicativo para Mac. Para Windows, existe um aplicativo gratuito criado pela própria Microsoft, o “Sticky Sorter”, feito especificamente para uso em sessões de brainstorming e para a criação de diagramas de afinidade.
Cada ferramenta usa uma notação e nomenclatura particulares, mas não há nenhum padrão ou orientação oficial. Use as cores e formas que preferir. Existe inclusive a possibilidade de usar formas e cores diferentes para representar informações diferentes no seu diagrama, enriquecendo ainda mais as informações contidas no mapa.
Assim, vemos que a técnica do diagrama de afinidade é uma técnica bastante simples porém útil para organizar os resultados do nosso brainstorming, e ajudar a colocar ordem na enxurrada de idéias que surge a partir dela. Você já criou diagramas de afinidade nas suas sessões de brainstorming? Tem alguma dica para nos dar a respeito?
O Guia PMBOK® traz, na sua quarta edição, um conjunto de técnicas e ferramentas para a “criatividade em grupo” (5.1.2.4). Algumas dessas técnicas são bem conhecidas, outras nem tanto. Assim, vamos apresentar aqui no blog da Euax uma série de artigos sobre as técnicas mencionadas nessa seção do guia PMBOK, explicando cada uma delas e dando dicas práticas para a sua utilização.
Começamos a nossa série tratando de uma técnica já bem conhecida - o brainstorming. Também conhecido por “chuva de idéias” (ou “toró de parpite” dependendo da região do país), o brainstorming é uma técnica usada para geração de um grande número de idéias em um curto espaço de tempo.
O brainstorming foi originalmente proposto pelo norte-americano Alex Faickney Osborn, que em 1939 criou a técnica (mas só a publicou em 1953) ao perceber que seus funcionários eram muito ruins em criar campanhas de propaganda criativas para seus clientes. Assim, ele começou a usar sessões em grupo para coletar listas de idéias sugeridas espontaneamente pelos participantes. O brainstorming deve seguir, segundo Osborn, alguns princípios fundamentais:
- Foco na quantidade: quanto mais idéias, melhor. O brainstorming aceita que é possível encontrar qualidade dentro da quantidade.
- Evitar a crítica: idéias não devem ser criticadas durante a sessão de brainstorming. Como o objetivo é focar na quantidade e estimular todos os integrantes a participar, nenhum julgamento é feito sobre as idéias propostas.
- Apreciar idéias fora do comum: como o objetivo é coletar o maior número de idéias e identificar novas abordagens na solução do problemas, idéias que fogem dos conceitos conhecidos ou esperados são bemvindas.
Além desses princípios norteadores, alguns pontos devem ser observados para que a sua sessão de brainstorming seja mais produtiva:
- Tenha um objetivo, e certifique-se de que todos os participantes conheçam o objetivo. Assim, evita-se a tendência de perder o foco conforme as idéias forem surgindo.
- Controle o tempo. Idealmente, coloque um relógio visível em algum lugar da sala para que todos os participantes saibam como está o andamento da sessão.
Depois de estabelecidos os princípios e organizada a sessão, é só começar.... Em uma sessão de brainstorming, os participantes sugerem idéias a respeito do tema de sessão, e essas idéias são registradas para análise posterior. Tipicamente, as idéias são escritas em um quadro na parede, ou então anotadas em post-its que são colados na parede. Mais modernamente, existem ferramentas de software, principalmente as voltadas para o mind-mapping (que será tópico de um post futuro), que tem um “modo brainstorming”, com uma interface voltada para o registro rápido de idéias e algum mecanismo que facilite a sua organização depois.
O modelo clássico de brainstorming, porém, costuma favorecer as idéias dos participantes mais extrovertidos e que tem facilidade de falar em grupo. Existem variações sobre o brainstorming clássico que estimulam a participação do pessoal mais quieto:
- “Passe o anel”: nessa variante escolhe-se um objeto qualquer cuja posse dá o direito de falar para o grupo. Assim, todos sentam em círculo, e só quem está segurando o “anel” pode dar a sua idéia - os demais apenas ouvem. Quando essa pessoa fizer a sua contrbuição, ele passa o anel para o próximo no círculo, e assim por diante. É permitido “pular a vez”, para não intimidar ninguém. Assim, todos tem igual chance de expor suas idéias sem precisar se fazer ser ouvido em grupos mais “animados”.
Você costuma usar sessões de brainstorming nos seus projetos? Você usa alguma técnica específica para organizar as suas sessões? Compartilhe conosco!
Você e sua equipe estão usando o Microsoft Project Standard a algum tempo, a equipe tem um nível de conhecimento razoável da ferramenta, a organização já tem seu próprio método de trabalho com a ferramenta. Qual o próximo passo? Quando vale a pena considerar a adoção de uma ferramenta corporativa, como o Microsoft Project Server?
Mesmo o Project Standard tem uma série de recursos que auxiliam o uso colaborativo da ferramenta. Funcionalidades como pools de recursos, projetos mestres e o compartilhamento de objetos através do arquivo global fazem com que o Project funcione bem em ambientes de rede, mesmo na versão Standard. Antes de pensar em trocar de versão, certifique-se que todos esses recursos já foram pelo menos explorados na sua organização.
As limitações que você e sua equipe enfrentarão provavelmente se enquadram na seguinte lista:
Claro que existem outros fatores além desses, mas é bastante provável que ao menos um deles faça parte da sua lista de justificativas para a migração para uma solução corporativa. Faça as contas da migração, e veja se o retorno esperado compensa o investimento. E não esqueça de considerar na sua estimativa de custos para o projeto de migração o valor dos serviços associados à uma implantação. É relativamente comum as empresas se preocuparem excessivamente (quando não somente) com os custos de licenciamento, e não dão a devida atenção a um acompanhamento da implantação por profissionais qualificados. Isso acaba resultando em ferramentas implantadas pela metade, que não resolvem os problemas originais, e acabam caindo em desuso.
No terceiro artigo da série sobre priorização de requisitos, apresentaremos uma técnica baseada no modelo de Kano, uma teoria sobre desenvolvimento de produtos e satisfação dos clientes desenvolvida na década de 80.
O modelo de Kano classifica os desejos dos usuários de um produto em cinco categorias, e o modelo descreve uma forma de questionar os usuários para descobrir quais funcionalidades se enquadram em quais categorias. Para nossas necessidades de priorização de requisitos, o que fazemos é aplicar um questionário especialmente preparado aos nossos usuários, e baseado nas respostas obtidas aplicamos o modelo de Kano para descobrir em que categorias nossos requisitos ou grupos de requisitos se enquadram. Essa informação é então usada como entrada para o processo de priorização.
As categorias usadas no modelo de Kano são as seguintes:
Os usuários consideram as funcionalidades enquadradas nessa categoria como absolutamente necessárias. Sem elas, o produto perde a sua razão de ser,
As funcionalidades caracterizadas como “lineares” são aquelas do tipo “quanto mais melhor”. Exemplos típicos aqui incluem funcionalidades relacionadas a preço (quanto mais barato melhor), desempenho (quanto mais rápido melhor), e outros requisitos não-funcionais típicos. Deve-se ter cuidado ao planejar a execução de funcionalidades lineares, para que se tenha certeza de identificar o momento certo de parar, já que é possível continuar melhorando-as indefinidamente - embora com retornos cada vez menores, tipicamente.
As funcionalidades enquadradas na categoria “brilho” são aquelas que são inesperadas, e quando encontradas encantam o cliente. Elas não são necessárias para o funcionamento do produto, mas funcionam como um diferencial para encantar o cliente quando estão presentes.
São funcionalidades das quais os usuários não gostam quando as encontram.
São funcionalidades que não causam uma reação relevante no usuário, e que ele não consegue classificar nem como positivas nem negativas.
Para montar o questionário, precisamos primeiro selecionar um conjunto de requisitos que queremos pesquisar. Novamente ,dependendo das necessidades os requisitos podem ser agrupados em temas se sentirmos que dessa forma teremos melhores resultados. Como cada requisito ou tema vai gerar duas perguntas no nosso questionário, temos que avaliar quantos requisitos podemos incluir sem tornar o questionário excessivamente longo.
Em seguida, precisar elaborar duas perguntas para cada requisito selecionado: uma pergunta chamada “funcional” e outra pergunta chamada “disfuncional”. A pergunta funcional questiona o entrevistado sobre como ele se sente sobre a presença daquela funcionalidade no produto. Por exemplo, se estivermos falando sobre um carro, poderíamos perguntar “como você se sente sobre a presença de um sistema de ar condicionado com controle automático de temperatura?”. A pergunta disfuncional sobre o mesmo requisito questiona o entrevistado sobre como ele se sente se essa funcionalidade não estiver presente no produto. Voltando ao exempo do carro, perguntaríamos algo como “como você se sente se no sistema de ar condicionado do carro não houver controle automático de temperatura?”.
O questionário do modelo de Kano é sempre de múltipla escolha, e as opções são sempre as mesmas:
Naturalmente as palavras usadas podem ser adaptadas para se adequarem ao texto da pergunta, mas o sentido das respostas deve sempre ser mantido.
Cada usuário que receber o questionário vai então responder a duas perguntas sobre cada requisito. Anotamos as respostas de cada usuário, e comparamos o par de respostas (funcional e disfuncional) com a tabela de classificação para obter a percepção desse usuário sobre esse requisito. Vamos acompanhar no exemplo abaixo, que mostra as respostas (funcional e disfuncional) de um usuário para dois requisitos.
No primeiro requisito ("permitir desdobramento de atividades"), o usuário disse que gosta se o recurso estiver presente (resposta funcional), e quando perguntado sobre a ausência do requisito (disfuncional) afirmou que espera que seja assim - isto é, ele considera normal que esse recurso esteja ausente. Veja na tabela abaixo as respostas individuais desse usuário tabuladas.
Agora cruzamos as duas respostas (funcional e disfuncional) desse usuário para esse requisito com a nossa tabela de classificação exibida abaixo, e descobrimos que para esse usuário o requisito "Permitir desdobramento de atividades" é um requisito do tipo "Brilho".
Agora, basta somar a classificação obtida para esse requisito para todos os entrevistados, conforme ilustrado abaixo. A categoria que obtiver o maior número de respostas é a que devemos assumir para esse requisito. Em casos onde os números em mais de uma categoria forem muito próximos, teremos que usar nosso próprio julgamento na hora de categorizar o requisito.
Assim, conseguimos ver que se aplicarmos o questionário a um número maior de entrevistados (a partir de 30), teremos respostas estatisticamente relevantes sobre a percepção que os entrevistados tem sobre as funcionalidades propostas. Fica claro então que os requisitos considerados “obrigatórios” pela maioria dos entrevistados devem ser priorizados no nosso backlog.
O modelo de Kano é uma excelente técnica para aplicação rápida quando se tem um número um pouco maior de potenciais entrevistados, e gera resultados muito ricos para a classificação e priorização de requisitos. Como é aplicado através de questionários de múltipla escolha, é também uma técnica “não intrusiva”, que toma pouco tempo do entrevistado e pode ser respondida quando lhe for mais conveniente, diferente de outros métodos que requerem entrevista individual ou sessões em grupo. Assim, também se torna uma técnica de aplicação bem mais barata.